Parque Moscoso – Vitória -ES

Concha acústica-1952 (reprografia extraída do livro Parque Moscoso, de Izabel Perini Muniz, p. 72)

Referência da imagem: Reprografia extraída do livro Parque Moscoso – documento de vida, da autora Izabel Perini Muniz, pág. 72. Apresenta a Concha Acústica, construída no Parque Moscoso com a funcionalidade dos antigos coretos, servindo de palco para eventos, e sua forma côncava como um facilitador de propagação do som. Um dos primeiros monumentos da cidade de Vitória em estilo modernista, adequando às novas tendências da época das grandes metrópolis.

Há 99 anos atrás, o Parque Moscoso foi inaugurado no Centro da Cidade Vitória. Antes, era um lugar alagado, com lixo e esgoto sendo depositados ali. Com a intencão de melhorias na cidade, o lugar foi aterrado, e o campinho foi tomando corpo, com as obras do Parque, projeto de Paulo Motta. Ao longo do tempo, foi sofrendo transformações. Muita coisa mudou, mas as memórias de quem passou por lá guardam imagens, marcas que ficam de época. Quem passou por ali e não se lembra do foguete/escorregador? Ou da casinha da Branca de Neve?

São memórias da infância que guardamos. Outro dia conversando com uma amiga, percebi o quanto aquele lugar tem histórias, e quanto foi importante para ela. Segundo ela, a referência daquele lugar para ela era a casa da Branca de Neve. Certo dia, perdeu-se dos seus pais num dia de festa no parque, desesperou-se, e naquele momento percebeu o quanto o parque era “grande”, uma dimensão que não vê hoje, como adulta. Correu para a “sua casinha”. A mãe, desesperada em encontrar a filha naquele alvoroço de gente, tratou de procurar nos lugares que mais gostava, e lá estava ela, sentada dentro daquela casa em miniatura, chorando. Um lugar de acalento, que em umas das reformas, na tentativa de trazer o discurso imagético original do Parque, demoliram a sua casinha referência. Foi uma tristeza voltar àquele lugar e não encontrá-la mais. Mas as imagens de um tempo bom não se apagaram, estão vivas em sua memória. Assim como ela, muitas outras pessoas têm histórias para contar sobre o parque e suas experiências pessoais, suas memórias e marcas. É com esse intuito que buscamos imagens fotográficas (antigas) do Parque Moscoso e os seus frequentadores, do Jardim de Infância Ernestina Pessoa, e as pessoas que ali estudaram e trabalharam.

Eu e a professora/pesquisadora Angélica estamos buscando fotografias antigas, para leituras poéticas daquele lugar, percebendo as mudanças ocorridas pelo tempo, e ao mesmo tempo, desvelando as memórias.

Assim, se passou pelo parque moscoso, brincou lá ou estudou no Ernestina Pessoa, quando ainda estava inserido naquele espaço, deixe um comentário, conte sua passagem por lá.

(Sonia Ferreira)

Leave a comment

0 Comments.

Leave a Reply


[ Ctrl + Enter ]