Sobre educação

Em meio às muitas leituras para o Mestrado em Educação, alguns textos me tocam. Uns mais, outros menos. Dentre elas, escolhi o texto abaixo para compartilhar com quem está envolvido dentro desse universo da Educação.

O objetivo da educação não é o de transmitir conhecimentos sempre mais numerosos para o aluno, mas o de criar nele um estado interior e profundo, uma espécie de polaridade de espírito que o oriente em um sentido definido, não apenas durante a infância, mas por toda vida.
(Durkheim)

(Por Sonia Ferreira)

trânsito totalmente engarrafado

Reforma na av Dante Michellini e o trânsito parado. Desviei pela Norte-Sul, mas não adiantou muito.

Saudades da motocicleta. Pelo menos deu para tirar umas fotos legais do fim de tarde.

6km (273/1000)

Mais um dia com caminhada apenas no simulador.  Eu e Maria Clara ficamos arrumando a biblioteca e quando vimos já era noite.  A solução foi caminhar assistindo TV.

Fotografando com o Celular por aí

Ontem pela manhã fui a Domingos Martins para as atividades presenciais do Curso de Física.  No trajeto de ida, ainda aqui na Praia de Camburi, nos assustamos com o que parecia o prenúncio de um grande temporal.  Sete da manhã e o ceu escurecendo.

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Na foto da perceber que estávamos na parte clara da praia adentrando uma cobertura de nuvens escuras.  Na sequência já estávamos debaixo de um véu cinza escuro.

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Poucos quilômetros depois a “manta cinzenta” desapareceu. Deixei a Soninha na escola da Ciência no “Sambão do Povo” e subi a Serra.  No retorno o compromisso dela se estendeu um pouco mais que o previsto e eu fiquei esperando.  Estava difícil aguentar o calor e então resolvi dar uma volta passeando alí por perto.  aproveitei para tirar umas fotos.  Primeiro do Santuário, agora basílica, de Santo Antônio.

Vista da chegada ao Santuário

Vista da chegada ao Santuário

Santuário - vista frontal

Santuário - vista frontal

Vista do Bairro de Santo Antônio olhando do "pé" do Santuário

Vista do Bairro de Santo Antônio olhando do "pé" do Santuário

Dei uma passada também  pelo parque da prainha de Santo antônio.

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sto-antonio-parque-b

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Ninguém por lá. Mas com o Calor que fazia deu até para entender. Parei e apreciei a vista do parque, do mar e do barquinhos que descansavam por alí.

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4km (267/1000)

Caminhada no simulador!

Relendo Imagens

O projeto “Relendo Imagens, atribuindo significados: as cidades que devem ser esquecidas”, foi construído no ano passado por Gerda Schütz-Foerste, Raquel Conti e Sonia Ferreira, com o intuito de promover a interação entre professores de Artes e História, num curso de Formação de professores na Escola da Ciência, Biologia e História – ECBH.

Esse curso além de promover essas interações, traz a discussão entre o apagamento de memória e as marcas que ficam  na Cidade.

Conhecer a História da Cidade e suas marcas de sua memória é uma importante reserva de conteúdo para o professor, que poderá mediar suas aulas, conscientizando seus alunos da necessidade da preservação da memória e do Patrimônio Histórico-Cultural.

A Praça João Clímaco, antigo Largo da Misericódia, localiza-se no topo da cidade de Vitória-ES, onde está instalada a sede do governo, o Palácio Anchieta (antigo Colégio e Igreja São Thiago) e o Palácio Domingos Martins (antiga Igreja da Misericórdia), que foi sede do Congresso Legislativo/ Assembleia Legislativa.

Essa praça foi palco de encontros, festejos religiosos e cívicos. Entre 1910 e 1912, o Colégio e Igreja de São Thiago passou a ser sede do governo, e a Igreja da Misericórdia demolida deu lugar ao Prédio do Congresso Legislativo.

Essas são umas das marcas deixadas pelo governo Jeronimo Monteiro, que a fim de trazer a modernidade para a cidade de Vitória, “reconstrói” a sua  arquitetura, levando em conta os estilos que estavan sendo empregados em outras capitais e países à aquela época.

O estilo colonial dá lugar ao eclético (uma mistura de estilos). A porta da Igreja São Thiago é fechada, as torres  retiradas, abrindo-a em direção ao Porto de Vitória.

Todas as mudanças foram fotografadas pelas lentes de dois fotógrafos que acompanharam Jerônimo Monteiro, Lucarelli e Acersislau Soares. Esse último foi o que mais fotografou a Praça e suas transformações, no período de mencioando.

Fazer uma leitura desse espaço me traz um saudozismo “vivido” e um “não-vivido”,  que foram registrados e congelados na fotografia.  A imagem me envolve de tal forma que viajo no tempo, como se tivesse visto essas transformações de perto. Isso é meio “louco”, mas para mim, a fotografia tem esse poder.

Muitas vezes me vejo admirando algumas fotos antigas, e comparando-as à atualidade  fico imaginando como viviam as pessoas desse lugar. Apesar de terem um saneamento  precário, tinham um mar mais limpo, um ar mais puro. Algumas “deficiências” superavam as outras. Assim como é hoje.

As transformações são necessárias para atender nossas necessidades, expectativas de vida, dentre outras inúmeras razões. Mas será realmente necessário ao transformar os espaços, apagar as memórias?  será que ainda estamos buscando a perfeição, a mimese, copiando  estilos de outrem, esquecendo nossa história e identidade? Há de se pensar e ter um cuidado especial com as construções exarcebadas que de certa forma apagam a paisagem, e deixam apenas o saudozismo e contemplação de fotos antigas.

“Nada do que foi será do jeito que já foi um dia, tudo passa, tudo sempre passará[...]” (Lulu Santos e Nelson Motta)

Como parte do projeto,  fizemos  um vídeo que pretende  mostrar  parte dessas  transformações e as marcas contidas no nosso objeto de estudo: A Praça João Clímaco. Fica aqui o convite para ver, ler e visitar a Praça e seu entorno, encontrando as marcas da nossa história “Capixaba”.

(Sonia Ferreira)