BUENOS AIRES – VALE A PENA CONHECER

Nossa viagem para Buenos Aires foi incrível. Essa é a segunda vez que viajamos (junho 2012)  para a Argentina, e ainda ficaram muitos lugares a serem explorados.

Não demora tanto,  de Vitória até Buenos Aires levamos cinco horas ao todo, com conexão no Rio de Janeiro. A  lanchinho do avião é que poderia ser um pouquinho mais reforçado.

Asa do avião nos céus do Brasil

Asa do avião nos céus do Brasil

Lanchinho do avião - Polenghinho, torradas, bolinho e suco...estava com uma fome.

Lanchinho do avião - Polenguinho, torradas, bolinho e suco...estava com uma fome!.

Uma boa dica de viagem é fazer uma pesquisa sobre preços de hotéis no google, em sites como malapronta e decolar. O hotel que ficamos é muito bom, o Dos Congresos. Ele fica em frente ao Congreso de La Nacion, no centro, na Avenida Rivadávia. A localização é boa, com uma estação do metrô aproximadamente  a 50 metros.

No centro encontra-se a Casa Rosada, a Catedral, a rua Florida (para compras), bancos,  Café Tortoni, dentre outras atrações. A propósito, cafés são centenas opções, perdi a conta.

Nossa viagem começou na quinta, com conexão no Rio. Quarenta minutos de Vitória ao Rio, depois mais três horas aproximadamente até Buenos Aires, (aeroporto de Ezeiza). Chegamos ao Hotel De Los Dos Congresos. A visão do hotel é muito boa. Dá para ver o prédio, a praça e as ruas paralelas. Embaixo dele tem dois restaurantes, um menorzinho e o outro maior e com uma infraestrutura muito boa. Ambos tem um excelente atendimento e comida farta. Para uma noite mais geladinha, o melhor é ir no maior, da esquina, que tem portas de vidros, algumas mesas com bancos acolchoados, e se pedir uma sopinha, eles até fazem.  As empanadas não podem faltar, é uma delícia.

O hotel tem um elevador antigo. O quarto que ficamos (acho que todos são assim) é de madeira, com banheira e um mezanino para famílias maiores. No café da manhã, a média luna (salgada e doce) é “mui preciosa”.

A iluminação do quarto é que é escura, mas para quem quer utilizá-lo apenas para descansar das andanças pelas ruas, a luminosidade só atrapalha.

Logo do hotel na toalha de banho

Logo do hotel na toalha de banho

Congreso de La Nacion Argentina- foto de Sonia Ferreira

Congreso de La Nacion Argentina- foto de Sonia Ferreira

Dos Congresos - Buenos Aires - foto de Maria Clara Ferreira

Dos Congresos - Buenos Aires - foto de Maria Clara Ferreira

Antigo café e moinho ao lado na outra esquina do hotel (um prédio abandonado)

Antigo café e moinho ao lado na outra esquina do hotel (um prédio abandonado)

O interessante da foto acima  é o detalhe do pombo que voava, fazendo parte do contexto, como pousando para foto.

Entrada do Hotel

Entrada do Hotel

Na sexta, dia seguinte da nossa chegada, seguimos para a Rua  Florida a fim de fazermos umas comprinhas, mas pelo visto, não estava muito bom par comprar, apenas para apreciar.

Rua Florida e um espetáculo de tango à ceu aberto (e frio).

Rua Florida e um espetáculo de tango à ceu aberto (e frio).

No sábado, um passeio em Palermo para a corrida no bosque, com uma temperatura de 6º e sensação de 3º (Muito friiiiooo). Foi muito legal. O bosque é lindo. Como a corrida foi um evento específico, vale a pena fazer um passeio, tirar fotos e ainda praticar exercícios como caminhada e corrida.

À noite, uma volta no Shopping Abasto dá para escolher o que quer comer em um dos três andares de praça de alimentação, fazer umas comprinhas e ainda levar as crianças para brincar no parque de diversões que fica dentro do shopping. Do lado de fora tem um rede de supermercados (se não me engano, o Disco) e uma casa de Show de Tango, cafés e lojas.

O passeio pelo trem Expresso, e na lanche pelo Rio Del Plata foi um dos melhores passeios  que fizemos.

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Um cafézinho a bordo.

Um cafezinho a bordo.

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Na cabine, antes de embarcarmos no barco.

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Copiando a fala de Álvaro Garnero: “Essa ainda não minha Buenos Aires” (rsr). Muito ainda a explorar as belas paisagens.

(Sonia)

Relendo Imagens

O projeto “Relendo Imagens, atribuindo significados: as cidades que devem ser esquecidas”, foi construído no ano passado por Gerda Schütz-Foerste, Raquel Conti e Sonia Ferreira, com o intuito de promover a interação entre professores de Artes e História, num curso de Formação de professores na Escola da Ciência, Biologia e História – ECBH.

Esse curso além de promover essas interações, traz a discussão entre o apagamento de memória e as marcas que ficam  na Cidade.

Conhecer a História da Cidade e suas marcas de sua memória é uma importante reserva de conteúdo para o professor, que poderá mediar suas aulas, conscientizando seus alunos da necessidade da preservação da memória e do Patrimônio Histórico-Cultural.

A Praça João Clímaco, antigo Largo da Misericódia, localiza-se no topo da cidade de Vitória-ES, onde está instalada a sede do governo, o Palácio Anchieta (antigo Colégio e Igreja São Thiago) e o Palácio Domingos Martins (antiga Igreja da Misericórdia), que foi sede do Congresso Legislativo/ Assembleia Legislativa.

Essa praça foi palco de encontros, festejos religiosos e cívicos. Entre 1910 e 1912, o Colégio e Igreja de São Thiago passou a ser sede do governo, e a Igreja da Misericórdia demolida deu lugar ao Prédio do Congresso Legislativo.

Essas são umas das marcas deixadas pelo governo Jeronimo Monteiro, que a fim de trazer a modernidade para a cidade de Vitória, “reconstrói” a sua  arquitetura, levando em conta os estilos que estavan sendo empregados em outras capitais e países à aquela época.

O estilo colonial dá lugar ao eclético (uma mistura de estilos). A porta da Igreja São Thiago é fechada, as torres  retiradas, abrindo-a em direção ao Porto de Vitória.

Todas as mudanças foram fotografadas pelas lentes de dois fotógrafos que acompanharam Jerônimo Monteiro, Lucarelli e Acersislau Soares. Esse último foi o que mais fotografou a Praça e suas transformações, no período de mencioando.

Fazer uma leitura desse espaço me traz um saudozismo “vivido” e um “não-vivido”,  que foram registrados e congelados na fotografia.  A imagem me envolve de tal forma que viajo no tempo, como se tivesse visto essas transformações de perto. Isso é meio “louco”, mas para mim, a fotografia tem esse poder.

Muitas vezes me vejo admirando algumas fotos antigas, e comparando-as à atualidade  fico imaginando como viviam as pessoas desse lugar. Apesar de terem um saneamento  precário, tinham um mar mais limpo, um ar mais puro. Algumas “deficiências” superavam as outras. Assim como é hoje.

As transformações são necessárias para atender nossas necessidades, expectativas de vida, dentre outras inúmeras razões. Mas será realmente necessário ao transformar os espaços, apagar as memórias?  será que ainda estamos buscando a perfeição, a mimese, copiando  estilos de outrem, esquecendo nossa história e identidade? Há de se pensar e ter um cuidado especial com as construções exarcebadas que de certa forma apagam a paisagem, e deixam apenas o saudozismo e contemplação de fotos antigas.

“Nada do que foi será do jeito que já foi um dia, tudo passa, tudo sempre passará[...]” (Lulu Santos e Nelson Motta)

Como parte do projeto,  fizemos  um vídeo que pretende  mostrar  parte dessas  transformações e as marcas contidas no nosso objeto de estudo: A Praça João Clímaco. Fica aqui o convite para ver, ler e visitar a Praça e seu entorno, encontrando as marcas da nossa história “Capixaba”.

(Sonia Ferreira)

Sites de pesquisa em Artes

Alguns sites de pesquisa em Artes que podem servir de fundamentação do professor (seja de Artes ou não) tem conteúdos importantíssimos para agregarmos ao nosso conhecimento, alimentando-nos seja na contemplação ou na leitura (imagética, de mundo, textual…).

Sirvam-se…

  • O Itaú Cultural disponibiliza conteúdos importantíssimos sobre arte, passeando por diversos tempos da arte. Na pasta “Artes Visuais” encontrarão um gama de informações sobre momentos importantes da Arte, os movimentos, os artistas com biografia e obras, dentre outras. Vale a pena dar uma passadinha lá. A pesquisa no site pode ser feita por ordem alfabética, conhecendo os     termos e conceitos. Conteúdos que podem fundamentar professores, alunos, e qualquer um que queira “nutrir-se” estéticamente.

http://www.itaucultural.org.br/

  • O Site Arte na escola traz alguns textos, experiências compartilhadas, que servem de subsídio para o professor fundamentar-se. Além disso, é um canal para questionamentos, debates, dentre outras ações que acontecem para interação entre professores. Vale a pena acompanhar. Estão sempre inovando.

  • O site abaixo tem conteúdos que foram elaborados por crianças de diversas idades, partindo de pesquisas em internet, intercâmbio entre escolas. Faz parte do PROJETUR – Projeto sobre o Turismo Escolar, desenvolvido pela Profa. Jurema Tonini, professora da Rede Municipal de Vitória-ES que estimula os alunos com propostas variadas, sempre no horário contrário das aulas, deixando assim o tempo ocioso para trás, com aulas de pesquisas em internet e em livros, inglês, espanhol, artes. Além de proporcionar a esses alunos (as) conhecer o Patrimônio Histórico Cultural do Espírito Santo e os atrativos das cidades, os leva a conscientização de preservação dessas “belezas”, enquanto história e memória.

http://www.iia.com.br/guias/index.asp

  • A decáda de 80 foi um período muito importante de mudanças nas Artes. Período em que a história política do Brasil passava por transformações, passando do militarismo, seguindo para as diretas já, que desencadeou a queda da ditadura militar. No mundo eclodia a AIDS, dentre outros acontecimentos de mudanças mundiais. E no Brasil não foi diferente. Diante da crise financeira, os artistas passaram a experimentar materiais mais “baratos” e dividirem ateliês, para dimunir os custos. Além de se expressarem sem ter o perigo de serem “massacrados” pela ditadura, a censura não era mais tão severa. Foram vários artistas que se despontaram, tendo suas obras apresentadas em vários países. Um desses foi Leonilson, artista nordestino, que residia em São Paulo, tinha uma proposta de tabalho muito subjetiva, que traduzia a sua vivência entre os bordados, a religiosidade e os experimentos. Trabalhou até quase os últimos dias de vida. Trabalhou intensamente. E esses trabalhos, como biográficos, estão relacionados no site “projeto Leonilson”, organizado pelos seus familiares. Vale a pena conferir.

    www.projetoleonilson.com.br/

Outros artistas:

  • Artista capixaba

  • Attílio Colgnago – Professor da UFES. Seus quadros têm uma linguagem poética, com requinte e beleza. Como grande admiradora de sua obra e da pessoa que é, fica difícil falar desse “mestre” com o qual tive a oportunidade de ter aula de “Meta” – construção de tintas e lápis pastéis. Fica aqui o link para conhecerem um pouco do grande acervo que tem.

http://attilio.da.ru/

  • Joyce Brandão – professora que me estimulou a desenhar. Na disciplina de desenho 4 me descobri. Adoro fazer meus desenhos com lápis conté, os lápis com graduações 6b, 9b, e os pastéis. Seus desenhos sã fantásticos, e sua forma de dar aula estimula ainda mais os alunos. Lembro-me das aulas de campo, em que as visitas à Pedra da Cebola (um parque botânico em Vitória/ES), me fazia viajar por entre as cores, as formas e a natureza ao redor e os lápis e papel. Além dos lanchinhos que fazíamos, que se confundiam com as brincadeiras e trabalho de fato. Confiram alguns trabalhos de Joyce e apreciem…

http://www.joycebrandao.hpg.ig.com.br

  • Alguns museus virtuais podem proporcionar uma visitação virtual, com acervos próprios e pesquisas on line.

http://www.mac.usp.br/mac/index.htm

http://www.macniteroi.com.br/

http://www.mac.pr.gov.br/

http://www.mamrio.com.br/

http://www.mam.org.br/2008/portugues/default.aspx

Museu do Louvre em Paris – http://www.louvre.fr/llv/commun/home.jsp?bmLocale=en

Museu Arte Latino Americano de Buenos Aires – http://www.malba.org.ar/web/home.php

http://www.museuvale.com/

http://www.secult.es.gov.br/?id=/espacos_culturais/hotsites/maes/capa

http://www.pinacoteca.org.br/

http://www.museuhistoriconacional.com.br/

Alguns links dos museus do Brasil estão disponíveis neste site:

http://www.museus.art.br/brasil.htm

Já é um bom começo para uma boa pesquisa.

Divirtam-se e apreciem.

(Sonia)

UFES – Contemplação e conhecimento

A Universidade Federal do Espírito Santo, além de proporcionar o aprendizado, construir o conhecimento, nos dá o prazer de contemplar a natureza, com diversidade de plantas e animais. Colocamos aqui um pedacinho da nossa vivência e contemplação, depois de um dia de muita chuva.2009-03-11-UFES DEPOIS DA CHUVA FORTE (4)

2009-04-2009 (11)

2009-03-11-UFES DEPOIS DA CHUVA FORTE (5)

2009-04-2009 (10)

(Sonia)

História e memória do ES

Memória aprisonada - a visualidade fotográfica capixaba: 1850/1950

O livro de Almerinda Lopes da Silva, Memória Aprisionada – a visualidade fotográfica capixaba: 1850/1950 (EDUFES, 2002), revela momentos da história através de fotografias e da história dos fotográfos que registraram momentos marcantes da sociedade capixaba dentro do período de 1850 a 1950. Um passeio imperdível pela história do Espírito Santo. À venda na Livraria da UFES e nas Livrarias Capixabas.

(Sonia)

Exposição de Michelângelo

Vitória estará recebendo obras de um dos grandes artistas do Renascimento, “Michelângelo”, que segundo o site
http://www.revistaesbrasil.com.br/materias/86-capa/769-exposicao-traz-obras-de-michelangelo-a-vitoria, estará aberta a partir do dia 10 de março de 2010, no Salão Afonso Brás do Palácio Anchieta. Fiquem atentos.
(Sonia)