COLÓQUIOS E MINICURSOS NO MAES – MUSEU DE ARTES DO ESPÍRITO SANTO

O Museu de Artes do Espírito Santo – MAES, localizado no Centro de Vitória/ES, tem tido propostas educativas muito interessantes.
Entre os meses de Agosto a Novembro de 2015 acontecerão  Colóquios de Pesquisa em Artes realizadas pelos programas de Pós-Graduação em Artes (PPGA) e Pós-graduação em Educação (PPGE) da Universidade Federal do Espírito Santo, com o intuito de abrir debates e rodas de conversa sobre algumas pesquisas.

Além de ampliar o repertório cultural e fundamentação em Artes, os participantes receberão certificados de participação. Abaixo as datas em que acontecerão os encontros:
Agosto: dias 06 e 09.
Setembro: dias 03 e 17
Outubro: dias 01, 15 e 29
Novembro: dias 12 e 26.
A programação completa se encontra no site do Museu:
http://maesmuseu.wix.com/maes#!MAES-divulga-calend%C3%A1rio-do-projeto-Col%C3%B3quios-de-Pesquisa-em-Arte-de-setembro/c193z/55dc948a0cf21fd94cc4e9b1

Já no dia 19 de setembro, das 14 as 17:00 horas acontecerá o último encontro do minicurso “Arte e Sociedade: Sentidos e Contextos das Práticas Artísticas” conforme informações do site do Museu.
http://maesmuseu.wix.com/maes#!MAES-realiza-minicurso-sobre-arte-e-sociedade/c193z/55c110d50cf265ef515e6657

Para alunos e professores, vale a pena participar.

(Sonia Ferreira)

BAUERMALEREI – PINTURA CAMPONESA

Até bem pouco tempo não conhecia a pintura Bauermalerei. Viajei para o Rio Grande do Sul, Gramado e Canela, e sei que lá tem algumas pinturas nesse estilo, mas não nos atentamos para um objeto se não estamos focados nele. Assim, no decorrer de um curso de formação de professores que estava aplicando junto com outros profissisonais da educação, em Domingos Martins, tive o privilégio de saber um pouco da história dessa pintura e entender o quanto ainda temos que aprender e compartilhar com o outro.

As pinturas tem uma simetria no desenho e as cores vivas. A princípio, parece fácil, e realmente é, mas precisa de treino para fazer a “virgula”, como diz a coordenadora do Polo de Domingos Martins, Maria Aparecida Trarbach.

No curso de formação, pudemos presenciar a construção e criação de objetos com essa técnica, e os resultados realmente ficaram excelentes. Parabéns meninas, vocês arrasaram.

2012-12-08 15.56.10

pintura Bauer

pintura bauerpintura bauer

Abraço

Sonia Ferreira

Educação a distância – uma nova forma de estudar.

A quem diga que o diploma do ensino a distância não vale muito, bom mesmo é aquele conseguido com lutas, pegando ônibus, enfrentando o trânsito, e tendo gastos horrendos com xerox e livros. Pois saibam, assim como existe ensino de qualidade no formato presencial, também há os de qualidade no Ensino a distância.

Atuando como tutora presencial do Curso de Artes Visuais da UFES, pude perceber o quanto os alunos se mataram de estudar para conseguir se formar, e com qualidade. Existem as dificuldades de deslocamento, as vezes mais díficeis de quem mora nos centro urbanos. Alguns alunos saem do campo para se deslocarem até o polo para os encontros presenciais precisam enfrentar ônibus, estradas de chão, andar a cavalo, dentre outras, e as tarefas a serem realizadas devem ser seguidas à risca, senão perdem o prazo, e lá se vai mais um tempo para os repercuros ou reofertas, como chamamos de “recuperação” ou refazer a disciplina.

Os desafios são muitos, desde o comprometimento e disciplina para que consiga chegar ao final. Alguns desistem no meio da caminhada, mas muitos enfrentaram o desafio do novo e estão formados, outros se formando. Com isso, acredito na Educação a distância, que com um ajuste aqui outro ali, vem conquistando o mercado e um público diferenciado, que tem desejo em aprender.

Assim como o aluno, o professorado também se empenha para que essa qualidade suba ou se mantenha, mas é preciso olhar com carinho para esses profissionais, que se bem remunerados, trabalharão com maior afinco ainda, proporcionando um ganho a todos, em prol da educação.

Fica aqui a dica.

(Por Sonia Ferreira)

TCC – dicas de elaboração I (TEMA/TÍTULO)

A disciplina de TCC é a consagração de um curso, onde o aluno registra conceitos, história e conhecimento de um determinado assunto que faz ligação a alguma disciplina ou tema abordado  do qual tem afinidade. Essa deveria ser no mínimo a melhor escolha, pois assim fica mais fácil de se defender uma ideia, já que é algo do qual se acredita.

Para a construção de um trabalho de conclusão de curso ou monografia, há vários livros sobre metodologia que mostram o caminho básico para a elaboração do texto, desde a capa, contra-capa, referências das imagens à referência bibliográfica. Como profissional da educação, e partir da experiência em orientações de  TCC e na construção pessoal de trabalhos realizados dessa natureza, aí vão algumas dicas  para a elaboração, baseada em alguns desses autores e orientações das quais tive a oportunidade de ter, que me foram valiozíssimas.

O tempo destinado ao TCC geralmente são dois semestres (para graduação), o primeiro dedicado para o tema, pesquisa de campo, agrupamento e coleta de dados, e no segundo, a descrição, redação e formatação do trabalho para defesa final.

Parece simples, mas não é. Se o aluno não seguir o passo a passo e se organizar, ficará muito complicado no final, e consequentente o resultado pode não ser satisfatório.

O primeiro passo é a escolha do tema. Geralmente o TCC é ofertado como  últimas disciplinas do curso, dando a oportunidade do aluno refletir sobre o que ja estudou, a aproximação de algum trabalho desenvolvido, alguma pesquisa ou afinidade a uma temática específica.  Buscas na internet sobre temas que interessam ao aluno também pode ajudar.

Uma das preocupações dos professores de TCC atualmente são as cópias indevidas ou CTRL C – CTRV. A facilidade de encontrar trabalhos prontos na internet aguça o desejo de algumas pessoas a “copiar e colar” textos, imagens, sem os devidos créditos. Isso é muito preocupante, o que leva os professores a terem um trabalho a mais de “garimpagem” a fim de orientar o/a aluno/a a seguir as normas éticas, dando o crédito aos respectivos autores.  É de suma importância citar a fonte, seja de um livro ou site, há de se colocar o nome do autor, a página, a data ,  acrescentando ainda o link e a data de acesso quando for de sites,blogs ou afins.

Tema ou título:

Deve ser um convite ao leitor para adentrar dentro do texto. Em apenas uma frase, ele direciona do que se trata o conteúdo do trabalho de forma sucinta, direta e clara.

Um  tema, voltado para o curso de Artes por exemplo poderia ser:  A obra Guernica de Pablo Picasso: leitura estética e histórica por vários sujeitos na exposição do museu X.

Bem, a delimitação do tema, nesse caso, direciona a uma determinada obra “Guernica de Pablo Picasso”.  Diz ainda que no trabalho terá uma leitura estética feita por vários sujeitos (que podem ser os visitantes da exposição X).  Entendendo que o pesquisador/aluno foi a esse local, observou as pessoas que estavam contemplando a obra e delas coletou informações. Pode-se imaginar também que o pesquisador/aluno além desses sujeitos, ele mesmo passa também a compor esse núcleo de sujeitos que fará uma leitura prévia da obra (estética e histórica), baseando-se em outros sujeitos/autores.  A partir do tema escolhido ou título (provisório)  fica mais fácil seguir em frente na construção paulatina do TCC. Isso não quer dizer que o título será o mesmo até o final do trabalho. O caminho, no decorrer da pesquisa, pode tomar outro rumo e o título pode sofrer modificações, mas a essência do que se quer pesquisar dá a oportunidade de juntar partes, tirar outras até o ajuste final.

A capa e contracapa

Como falamos de tema/título, acrescento a formatação da capa e contracapa -

No topo vem o nome da Universidade/Faculdade (centralizado), em seguida, no próximo parágrafo o Departamento do qual seu curso é vinculado, a seguir seu nome completo. Geralmente, usa-se a fonte arial ou times new roman. Uma vez utilizado uma fonte, será ela até as referências. Não pode-se variar. O tamanho dela para a capa/contracapa é de 14. Centraliza-se na folha o titulo do trabalho em maíusculas, NUNCA colorido, entre aspas ou ítalico. A fonte deve ser de cor preta. Na base vem o local e ano (centralizados). Na contracapa, reprete-se tudo, incluindo o recuo do centro à margem direita, entre o título e o local e data, as especificações do trabalho: “Trabalho de Conclusão de Curso I ou II, apresentado ao Departamento X, da Universidade/faculdade X, para obtenção da titulação de………..sob a orientação do/a professor/aX. Esses dizeres variam de uma universidade/faculdade, mas  o princípio é esse.

(Nome  fictício contido na capa e contracapa)

TCC (01) – exemplo de capa e contracapa

(Post seu comentário, caso esteja fazendo seu TCC, fique a vontade para fazer perguntas, assim que puder, darei o retorno aqui mesmo).

Até a próxima dica.

Att

Sonia

Educação Infantil- dicas de sites interativos

Estava elaborando meu planejamento de aula, sobre Infância – Educação Infantil, e nas minhas “andanças virtuais”, encontrei um sites muito interessantes que podem auxiliar o professor na elaboração, bem como interagir com a criança, utilizando a mediação virtual. As crianças estão vivendo num mundo onde a informação e a internet estão soberanas, e aliando isso à educação, pode tornar essa aproximação ao mundo virtual de forma mais qualitativa.

A internet é uma ferramenta importante para encurtar distâncias, estreitar laços, e para o desenvolvimento do conhecimento. Se a escola media, mostrando à criança a melhor forma de uso dessa ferramenta, creio que tornara a sua experiência muito mais intensa. Além disso, o professor atento a essas novas formas de comunicação, se aproxima do aluno, por se enquadrar dentro do universo mediático, já que eles muitas vezes dominam essa linguagem com mais facilidade. Nesse contexto, ambos ensinam e aprendem. Acho que isso que é o que me encanta na educação, esse devir, um aprendizado constante, não só de formação, mas para a vida.

Abaixo cito alguns sites muito interessantes para acesso, não só para professores e crianças, mas para os pais acompanharem seus filhos em atividades voltadas para elas.


No site http://sitededicas.uol.com.br, o título “Escola, informática, educação e crianças”, já diz tudo. Traz, dicas de maternal, contos, atividades, fábulas, dentro outros.

Se a escola tiver um laboratório de informática, o professor pode trabalhar com as crianças várias atividades.

Este site: http://www.educacional.com.br/ed_infantil_new/ed_infantil.asp, é interessante, porém não é possível acessar todos os conteúdos sem se cadastrar.

Traz dicas de trabalho desde a Educação Infantil e o Ensino Médio.

http://www.kidleitura.com
Kidleitura, tem acesso gratuito, e traz muitas atividades, com interação, auxiliando na leitura das palavras. Muito interessante.

Até mais

(Sonia Ferreira)

Parque Moscoso – Vitória -ES

Concha acústica-1952 (reprografia extraída do livro Parque Moscoso, de Izabel Perini Muniz, p. 72)

Referência da imagem: Reprografia extraída do livro Parque Moscoso – documento de vida, da autora Izabel Perini Muniz, pág. 72. Apresenta a Concha Acústica, construída no Parque Moscoso com a funcionalidade dos antigos coretos, servindo de palco para eventos, e sua forma côncava como um facilitador de propagação do som. Um dos primeiros monumentos da cidade de Vitória em estilo modernista, adequando às novas tendências da época das grandes metrópolis.

Há 99 anos atrás, o Parque Moscoso foi inaugurado no Centro da Cidade Vitória. Antes, era um lugar alagado, com lixo e esgoto sendo depositados ali. Com a intencão de melhorias na cidade, o lugar foi aterrado, e o campinho foi tomando corpo, com as obras do Parque, projeto de Paulo Motta. Ao longo do tempo, foi sofrendo transformações. Muita coisa mudou, mas as memórias de quem passou por lá guardam imagens, marcas que ficam de época. Quem passou por ali e não se lembra do foguete/escorregador? Ou da casinha da Branca de Neve?

São memórias da infância que guardamos. Outro dia conversando com uma amiga, percebi o quanto aquele lugar tem histórias, e quanto foi importante para ela. Segundo ela, a referência daquele lugar para ela era a casa da Branca de Neve. Certo dia, perdeu-se dos seus pais num dia de festa no parque, desesperou-se, e naquele momento percebeu o quanto o parque era “grande”, uma dimensão que não vê hoje, como adulta. Correu para a “sua casinha”. A mãe, desesperada em encontrar a filha naquele alvoroço de gente, tratou de procurar nos lugares que mais gostava, e lá estava ela, sentada dentro daquela casa em miniatura, chorando. Um lugar de acalento, que em umas das reformas, na tentativa de trazer o discurso imagético original do Parque, demoliram a sua casinha referência. Foi uma tristeza voltar àquele lugar e não encontrá-la mais. Mas as imagens de um tempo bom não se apagaram, estão vivas em sua memória. Assim como ela, muitas outras pessoas têm histórias para contar sobre o parque e suas experiências pessoais, suas memórias e marcas. É com esse intuito que buscamos imagens fotográficas (antigas) do Parque Moscoso e os seus frequentadores, do Jardim de Infância Ernestina Pessoa, e as pessoas que ali estudaram e trabalharam.

Eu e a professora/pesquisadora Angélica estamos buscando fotografias antigas, para leituras poéticas daquele lugar, percebendo as mudanças ocorridas pelo tempo, e ao mesmo tempo, desvelando as memórias.

Assim, se passou pelo parque moscoso, brincou lá ou estudou no Ernestina Pessoa, quando ainda estava inserido naquele espaço, deixe um comentário, conte sua passagem por lá.

(Sonia Ferreira)