Relendo Imagens

O projeto “Relendo Imagens, atribuindo significados: as cidades que devem ser esquecidas”, foi construído no ano passado por Gerda Schütz-Foerste, Raquel Conti e Sonia Ferreira, com o intuito de promover a interação entre professores de Artes e História, num curso de Formação de professores na Escola da Ciência, Biologia e História – ECBH.

Esse curso além de promover essas interações, traz a discussão entre o apagamento de memória e as marcas que ficam  na Cidade.

Conhecer a História da Cidade e suas marcas de sua memória é uma importante reserva de conteúdo para o professor, que poderá mediar suas aulas, conscientizando seus alunos da necessidade da preservação da memória e do Patrimônio Histórico-Cultural.

A Praça João Clímaco, antigo Largo da Misericódia, localiza-se no topo da cidade de Vitória-ES, onde está instalada a sede do governo, o Palácio Anchieta (antigo Colégio e Igreja São Thiago) e o Palácio Domingos Martins (antiga Igreja da Misericórdia), que foi sede do Congresso Legislativo/ Assembleia Legislativa.

Essa praça foi palco de encontros, festejos religiosos e cívicos. Entre 1910 e 1912, o Colégio e Igreja de São Thiago passou a ser sede do governo, e a Igreja da Misericórdia demolida deu lugar ao Prédio do Congresso Legislativo.

Essas são umas das marcas deixadas pelo governo Jeronimo Monteiro, que a fim de trazer a modernidade para a cidade de Vitória, “reconstrói” a sua  arquitetura, levando em conta os estilos que estavan sendo empregados em outras capitais e países à aquela época.

O estilo colonial dá lugar ao eclético (uma mistura de estilos). A porta da Igreja São Thiago é fechada, as torres  retiradas, abrindo-a em direção ao Porto de Vitória.

Todas as mudanças foram fotografadas pelas lentes de dois fotógrafos que acompanharam Jerônimo Monteiro, Lucarelli e Acersislau Soares. Esse último foi o que mais fotografou a Praça e suas transformações, no período de mencioando.

Fazer uma leitura desse espaço me traz um saudozismo “vivido” e um “não-vivido”,  que foram registrados e congelados na fotografia.  A imagem me envolve de tal forma que viajo no tempo, como se tivesse visto essas transformações de perto. Isso é meio “louco”, mas para mim, a fotografia tem esse poder.

Muitas vezes me vejo admirando algumas fotos antigas, e comparando-as à atualidade  fico imaginando como viviam as pessoas desse lugar. Apesar de terem um saneamento  precário, tinham um mar mais limpo, um ar mais puro. Algumas “deficiências” superavam as outras. Assim como é hoje.

As transformações são necessárias para atender nossas necessidades, expectativas de vida, dentre outras inúmeras razões. Mas será realmente necessário ao transformar os espaços, apagar as memórias?  será que ainda estamos buscando a perfeição, a mimese, copiando  estilos de outrem, esquecendo nossa história e identidade? Há de se pensar e ter um cuidado especial com as construções exarcebadas que de certa forma apagam a paisagem, e deixam apenas o saudozismo e contemplação de fotos antigas.

“Nada do que foi será do jeito que já foi um dia, tudo passa, tudo sempre passará[...]” (Lulu Santos e Nelson Motta)

Como parte do projeto,  fizemos  um vídeo que pretende  mostrar  parte dessas  transformações e as marcas contidas no nosso objeto de estudo: A Praça João Clímaco. Fica aqui o convite para ver, ler e visitar a Praça e seu entorno, encontrando as marcas da nossa história “Capixaba”.

(Sonia Ferreira)

Mais da Ressaca na Praia de Camburi (12/04/2010)

Eu, Soninha e Maria Clara fomos caminhar na Praia de Camburi (Vitória/ES) e fizemos este “mini-documentário” em vídeo (by Celular) da ressaca na praia. A Maria Clara foi a apresentadora (ficou toda encabulada).